Relacionamento humanizado nos hospitais

Humanização hospitalar é mais importante do que tecnologia no atendimento médico, você concorda?

Chamar o paciente pelo próprio nome, prestar atenção a cada depoimento durante a consulta, exercitar a empatia promovendo uma visão horizontal entre médico e paciente. Essas são características do conceito de humanização na saúde, juntas elas promovem a união do conhecimento ético, o conhecimento necessário para compreender o histórico do paciente e a técnica profissional.

A HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR

Na década de 1970 nos Estados Unidos o médico Dr. Hunter “Patch Adams” foi o responsável por iniciar trabalhos de humanização no sistema de saúde. Ele percebeu o quão desconfortável e vulneráveis as pessoas ficavam no ambiente hospitalar e a indiferença dos profissionais da saúde. Aquele contexto o fez desenvolver um comportamento mais empático com base em suas próprias crenças, para atender os pacientes, o que “contagiou” a todos. Em uma entrevista concedida em São Paulo ele explicou a sua perspectiva sobre o tratamento humanizado: “Cuidar é muito bom para a saúde. A bioquímica e a fisiologia do cuidado com amor é a mais poderosa. Não existe nenhuma pesquisa científica no mundo que provou que ser uma pessoa grossa, crítica, que só reclama de tudo e de todos, faz bem à saúde. Ou que ser sério é bom.” Patch Adams, São Paulo/ Brasil.

No Brasil há um documento que regulamenta a prática da humanização na saúde, assinado pelo, então, ministro José Serra o Programa Nacional de Humanização na Assistência Hospitalar, desenvolvido em 2001 pelo Ministério da Saúde, enfatiza a importância da humanização no atendimento valorizando mais este aspecto do que a falta de recursos e tecnologia para atender a população: “Evidentemente, todos esses aspectos são importantes para a qualidade do sistema, porém, as tecnologias e os dispositivos organizacionais, sobretudo numa área como a da saúde, não funcionam sozinhos — sua eficácia é fortemente influenciada pela qualidade do fator humano e do relacionamento que se estabelece entre profissionais e usuários no processo de atendimento.” (José Serra, p.05).

Em um ambiente criado para receber pessoas em seu momento de maior fragilidade como o hospital, interações empáticas promovidas desde a recepção dos pacientes até o atendimento médico é fundamental. A humanização hospitalar propõe o engajamento de todos os setores para atender bem o paciente, tornando o processo mais qualificado. 

A IMPLANTAÇÃO 

Ela pode ser feita por treinamento de equipes buscando melhorar os pontos fracos do atendimento atual, pela introdução de técnicas de inteligência emocional ao definir padrões positivos de como tratar as pessoas. O importante, quando se fala em humanização hospitalar é conscientizar a todos os envolvidos no processo sobre como a indiferença pode ser prejudicial no atendimento.

DOUTORES DA ALEGRIA

Doutores da Alegria

O legado de Patch Adams na humanização da saúde rendeu seus frutos. No Brasil em 1991 o ator, palhaço e empreendedor social Wellington Nogueira fundou a organização sem fins lucrativos Doutores da Alegria. Com o objetivo de atuar nas áreas da saúde, cultura e assistência social, foi desenvolvido o Programa de Palhaços em Hospitais, que consiste em encontros semanais com as crianças em 8 hospitais de São Paulo (SP) e 4 em Recife (PE). As duplas de palhaços, transformam temporariamente, a rotina hospitalar e propõem novos sentidos para a experiência de internação de crianças, adolescentes e seus acompanhantes.

Fonte: Portal Doutores da Alegria

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